Aldo Lo CurtoO médico da floresta

Publicado em 1993clockTempo de leitura: 45s
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Há quase 40 anos, o médico Aldo Lo Curto vem se dividindo entre seu consultório, no norte da Itália, e as viagens que faz com o objetivo de levar cuidados médicos e ensinamentos a populações indígenas do mundo inteiro.

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Via de regra, em qualquer lugar do mundo, as populações mais frágeis raramente têm acesso aos serviços de saúde necessários a uma vida melhor. O médico italiano Aldo Lo Curto decidiu dedicar sua vida a reverter essa situação, trabalhando de mãos dadas com médicos e curandeiros nativos durante os meses em que viaja por algumas das áreas mais isoladas do planeta.

Minha principal preocupação é compreender as tradições das comunidades que visito e a forma como lidam com a doença. No mundo ocidental, damos importância excessiva ao uso da tecnologia na medicina, mas esquecemos que o contato humano é igualmente importante.

As peregrinações de Aldo Lo Curto tiveram início do começo dos anos 1980, quando começou a proporcionar cuidados médicos aos povos nativos, ensinando também como prevenir recaídas. Dez anos mais tarde, foi contemplado com o Prêmio Rolex pela realização de uma cartilha sobre saúde em forma de história em quadrinhos, elaborada em colaboração com um botânico e um desenhista brasileiros. Com o título "Índio – Manual de Saúde", a cartilha foi especialmente redigida para os povos nativos da Amazônia, misturando conceitos da medicina ocidental com a medicina tradicional praticada pelos índios. Segundo avaliação de Aldo Lo Curto, o Manual beneficiou milhares de pessoas. O sucesso foi tão grande que o médico italiano decidiu lançar vários outros manuais, entre os quais uma cartilha destinada a moradores de favelas no Brasil, além de traduções em inglês e francês para distribuição na África e uma versão em espanhol para a América do Sul.

Entre suas missões mais recentes, Aldo Lo Curto esteve em Madagascar, oferecendo seus serviços médicos aos condutores de riquixá, que estão entre os cidadãos mais pobres do país. Voltou também à Amazônia, levando doações em material de saúde e viajando para vilarejos afastados e comunidades de pescadores. Por fim, conviveu com famílias nômades na Mongólia. Aldo Lo Curto pretende realizar edições digitais de seus livros, de forma que um número maior de pessoas possa ter acesso a eles.

  • 2.000

    Exemplares de seu primeiro manual para povos nativos da Amazônia foram impressos

  • 20.000

    Pessoas foram beneficiadas com a distribuição desse manual no Brasil

  • 40

    Países contaram com os serviços médicos prestados pelo Dr. Aldo Lo Curto

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