Kikuo MorimotoCidade de seda

Publicado em 2004icon-clockTempo de leitura: 0min 51s
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Com a capacitação de uma nova geração de tecelões e a criação de ateliês autossuficientes, Kikuo Morimoto resgatou a ancestral tradição da fabricação de seda cambojana, impedindo que fosse definitivamente exterminada pela guerra civil que assola o país.

localizaçãoCamboja

O conhecimento da cultura e as práticas populares tradicionais foram algumas das vítimas menos conhecidas de décadas de conflito no Camboja durante a segunda metade do século XX. Nesse período, toda uma geração deixou de ter acesso ao saber construído por seus antepassados. Em meio aos conhecimentos que foram se perdendo, destaca-se a produção de seda fina, com a qual o país tinha conquistado renome no passado.

Atualmente, nossa produção de seda usa matéria-prima natural fornecida pelas florestas locais e emprega métodos que respeitam o meio ambiente. Acho que alcançamos um nível em que podemos nos considerar um vilarejo sustentável.

Kikuo Morimoto, especialista japonês em seda, decidiu resgatar a cultura da fabricação de seda no Camboja, não apenas para preservá-la do esquecimento, como também para oferecer um meio de subsistência a centenas de mulheres e famílias que vivem em situação de precariedade econômica. Para levar adiante seu objetivo, Kikuo Morimoto fundou o Institute for Khmer Traditional Textiles.

Em 2000, após anos de árduo trabalho, Kikuo Morimoto conseguiu obter um terreno nas proximidades das célebres ruínas de Angkor, onde pôde reunir as tecelãs, livrando-as da dependência de intermediários, e permanecer durante os meses necessários à produção de peças de seda com alto padrão de qualidade. Menos de 20 anos depois, o terreno se transformou em um vilarejo especializado na fabricação tradicional de seda, atraindo visitantes estrangeiros em busca dos mais refinados tecidos. O vilarejo é formado por 50 casas, tem 150 residentes permanentes e dispõe de uma escola para 50 crianças. Kikuo Morimoto conseguiu realizar seu projeto de cultivar amoreiras para alimentar os bichos-da-seda e plantar outras espécies vegetais que fornecem corantes naturais para tingir os tecidos. Hoje, milhares plantas e árvores crescem nos arredores do vilarejo.

  • 4.000

    Árvores foram plantadas nos arredores da cidade

  • 23 hectares

    Área ocupada pelo vilarejo

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